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Eulália
SOLITÁRIO eu vivia num mundo de agonia e minha alma era qual água estagnada, até que fiz da suave e linda Eulália a minha enrubescida desposada, até que fiz da jovem, loura Eulália, a minha sorridente desposada. Não possuirão jamais os astros imortais desses olhos do criança o resplandor. E nenhum floco de vapor que o luar possa compor irisando-o de pérola e de rosa será igual à mais simples das madeixas de Eulália, tão modesta e tão formosa, será igual à mais pobre das madeixas que lhe cercam a fronte luminosa.
A Dúvida, a Aflição nunca mais voltarão, pois sua alma os meus suspiros retribui; e enquanto o dia flui e Astarté, refulgente, fulgura fortemente, minha adorada Eulália, a contemplá-la, ao céu envia seu olhar de esposa, minha jovem Eulália, a contemplá-la, o olhar violeta no alto céu repousa. |