UM SONHO

 

SONHEI, entre visões da noite escura, com a alegria morta, mas meu sonho de

vida e luz me despertou, tristonho, com o coração partido de amargura.

 

Ah! que não vale um sonho à luz do dia para aquele que os olhos traz cravados

nas coisas que o rodeiam e os desvia para tempos passados?

Aquele santo sonho, sonho santo, enquanto o mundo repelia o pária, deu-me o

conforto, como luz de encanto a conduzir uma alma solitária.

 

E embora a luz, por entre a tempestade

e a noite, assim tremesse, tão distante,

que poderia haver de mais brilhante

no claro sol da estrela da Verdade?