A Caixa

por Agnes Myrra


" Em sombras improvavéis

de sentimentos perdidos

e subtendidos

Surge um Vampiro

Doce...

Sutil...

E ele caminha em infernos vermelhos

E suas mãos não se queimam ao tocar o rosto dela

Uma diaba em lágrimas rubras

Perdidas em sendas abismais...

Perdida em desamores e em luzes que queimam.

Os olhos dele ela guardou em suas lembranças

as mãos suaves em nuvens escuras no seu porão

e o coração numa caixa

em formato de coração

Pra lembrar dele toda vez que sangrar..."